Os acadêmicos da Universidade do Estado do Pará, UEPA, ainda continuam acampados no Campus X esperando a reitoria para que resolva as nossas reivindicações. Até o momento não temos nada formalizado nos garantindo a vinda de alguém que represente e principalmente delibere a nossa minuta.
Alunos
ocupam campus. Uepa vai averiguar propostas
Os
estudantes do campus de Igarapé-açú da Universidade do Estado do Pará (Uepa)
seguem ocupando a instituição e devem passar
a noite acampados no local. Entre as reivindicações estão melhorias na infraestrutura dos cursos e do prédio da Universidade e contra o fim
do vestibular para os cursos de Geografia
e Matemática.
Deybe
Souza, membro do Diretório Acadêmico de Igarapé-Açu, disse que os alunos não
devem desistir do movimento até que a Universidade atenda às suas pautas e
mande um representante para negociar.
“Nós
(estudantes) fizemos uma assembleia que deliberou a ocupação do espaço até que
alguém que tenha poder de deliberação possa vir aqui para negociar com a gente.
Não negociaremos com quem não tem poder de deliberar”, explicou o dirigente
estudantil.
UEPA
Em
nota enviada ao DOL,
a Uepa afirmou que “nesta quinta-feira (12), a coordenação do Campus virá a
Belém e trará a pauta de reivindicações para avaliação junto à Gestão
Superior. No encontro serão tratadas as medidas para solucionar as
questões o mais breve possível e dentro da disponibilidade financeira e
orçamentária da instituição”.
Segundo
os manifestantes, para o vestibular de 2014, a Universidade do Estado do Pará
cortou as 40 vagas existentes para o curso de Geografia e 40 para o de
Matemática, ofertando somente 40 vagas para o curso de Pedagogia.
“É
um verdadeiro absurdo diminuírem de 120 para apenas 40 vagas e sendo somente
para um curso. Nós queremos a volta dos cursos e também a inclusão de
novos”, afirma Deybe.
OCUPAÇÃO
Ainda
de acordo com o membro do diretório acadêmico, Deybe Souza, cerca de 90 pessoas
se revezam na ocupação do campus. Eles exaltam o apoio da população do
município para a manutenção do movimento.
“Chegamos
aqui, depois de uma caminhada de 2 quilômetros, e o acesso aos blocos estava
fechado. Com isso, estamos sem acesso aos banheiros. Estamos a tomar banho nas casas da comunidade ao redor da
instituição. Eles também estão doando alimentação e nos ajudando a manter a
ocupação”, disse o estudante.
Entre
as reivindicações dos estudantes estão o fim do cortes de vagas nos cursos de
Matemática e Geografia; construção de um auditório, de uma brinquedoteca, de um
espaço de lazer e de um laboratório multidisciplinar no campus; contratação de funcionários; manutenção de equipamentos; e
mais segurança.
(Felipe
Melo/DOL)
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