9 de outubro de 2013

Greve na Rede Estadual

A greve não vai parar enquanto o governo não atender a pauta


* Coordenação Estadual do Sintepp
Belém, 08 de outubro de 2013
A greve dos (as) talhadores (as) em educação da Rede Estadual de Ensino completa 16 dias, cuja categoria demonstra sua disposição de luta e constrói dia a dia a resistência aos ataques do governo tucano à educação, seja através da mídia de massa que publica matérias tendenciosas no intuito de confundir a população e colocar a sociedade contra os grevistas ou através do judiciário que legisla para a elite, derrubada recentemente pelo STF.
Nesses últimos dias intensificamos a mobilização e o diálogo com a categoria e a comunidade escolar, através de reuniões nas escolas que sofrem com o assédio moral e em panfletagens nas feiras e praças públicas para esclarecer a sociedade a real situação de caos no ensino público em nosso estado. É marcante o descompromisso do governo com a melhoria das condições de trabalho no ambiente escolar.
O Sintepp protocolou ofício que exige a retomada das negociações, mas a resposta do governo foi negativa, decretou suspensão do processo de negociação e alegou que nossa greve representa a quebra de negociação, além de maneira arbitrária e mentirosa publicar a versão de ter atendido grande parte das demandas do movimento.
As atividades de ontem (7) incluíram um acampamento em frente ao prédio da Seduc Sede, na Av. Aug. Montenegro desde as primeiras horas da manhã, além de visita às escolas e no fim da tarde audiência proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) entre Sintepp e governo. 
A promotora de justiça, Graça Cunha, convocou a reunião na perspectiva de mediar um processo de negociação entre as partes. Foram apresentadas as posições do Sintepp e do governo. Sem avanços significativos, uma nova reunião acordada, com a composição de uma equipe técnica com representantes dos dois lados. Novamente buscará se debater as propostas de cada segmento e para tentar avançar nas formulações das redações com relação às minutas apresentadas já em negociação.
O MPE se posicionou como mediador nas novas negociações, que haviam sido fechadas pelo governo. O governo alegou mais uma vez que existem limitações orçamentárias, mas como dizer isso de um estado que em 2011 arrecadou mais 5,5 bilhões e que neste ano de 2013 já chega a 13% deste valor? Este argumento não nos contempla! O governo deve para a educação!
Com a luta, a persistência, a combatividade de nossa categoria, que ao longo de 30 anos levanta a bandeira em defesa do ensino público de qualidade, vamos buscar a garantia de nossos direitos. Junte-se a nós e construa o Sintepp pela base.
Não é hora de recuar. 
Não há conquista sem luta!

08 | OUTUBRO (TERÇA-FEIRA)
09h00 - Ato Alepa / Tribunal de Justiça / Ministério Público
15h00 - Mesa Técnica de Negociação 

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09 | OUTUBRO (QUARTA-FEIRA)
09h00 - Assembleia Geral - Pça da Leitura (São Brás
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Nota de repúdio às agressões da PM aos trabalhadores em educação do RJ


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará – Sintepp, entidade representativa dos (as) trabalhadores (as) de ensino público paraense, repudia, a ação extremamente violenta da Polícia Militar contra os (as) trabalhadores (as) em educação da cidade do Rio de Janeiro (RJ), que ocupavam a mais de uma semana a Câmara Municipal em protesto ao projeto de lei, proposto pelo prefeito Eduardo Paes, que encaminha alterações no Plano de Cargos e Salários da categoria.
O Sintepp, que está em greve na Rede Estadual de Ensino desde 23/09, não somente solidariza-se com a greve no RJ, como defende sua legitimidade, por entender que vivemos em um estado de livre direitos, onde é garantida ao cidadão a livre manifestação em sua organização sindical, conforme previsto na CF/88. Além de perceber na greve a última alternativa para a defesa de direitos ameaçados pelos desgovernos municipais, estaduais e federal.
No atual Estado democrático de direito, após tantos anos de luta contra o estado autoritário e ditatorial e na busca da liberdade, não será tolerável que os governos assumam este tipo de postura, que violenta toda população.
Observamos o crescimento desenfreado da violência pelas mãos do próprio governo, mas o movimento social não recuará na luta pela manutenção e garantia dos direitos.
As ações que se seguiram no RJ chocaram o país inteiro e nós enquanto educadores (as) não aceitaremos que tais atitudes voltem a afrontar desumanamente a classe trabalhadora, por isso reafirmamos nosso compromisso com a luta em favor da educação pública, gratuita e com qualidade social, como nosso maior instrumento para derrubar a intolerância e a ignorância.
Pela liberdade e autonomia sindicais!
Contra a criminalização dos movimentos sociais e de trabalhadores!

Belém/PA, 07 de outubro de 2013.
Coordenação Estadual


Sintepp