NOTA DE REPÚDIO
O
MOVIMENTO OCUPA CAMPUS X, acampados na Universidade desde o dia 11/09/2013,
repudia as declarações publicadas no site oficial da Universidade na
sexta-feira (20), sobre a oferta de cursos e vagas do Campus. Esclarece o que
de fato tem encaminhado a política de ofertas de vagas da UEPA para o nosso
Campus.
Em todos
os campi da UEPA, estudantes tem se organizado para exigir que sua formação
acadêmica seja verdadeiramente de qualidade. Em Igarapé-Açu, os estudantes tem
um histórico de lutas e conquistas, pois em 2010 quando a Universidade tentou
fechar o campus X, com gradativa retirada dos cursos, os estudantes organizados
e apoiados pela comunidade fizeram a resistência. E conseguiram barrar a
política suja e manter o campus.
Na única
mesa de negociação entre o movimento Ocupa Campus X e representantes da
Reitoria no dia 17/09, não houve avanços significativos, pois, os
representantes não demonstraram interesse em atender as principais
reivindicações estudantis. Deve inclusive ser dito que a universidade falta com
a verdade quando diz que por três vezes esteve no município para negociar com o
movimento. Este uma única vez, conforme data acima, as outras duas vezes que
estiveram no campus não foi para negociar, uma foi para dar esclarecimentos
sobre a suposta falta de comunicação, no dia 10/09, a outra foi no dia 12/09
para trazer algumas carteiras canhotas e nada mais.
Em nosso
município há uma grande necessidade de ofertas de cursos de licenciatura, nas
diversas áreas. O levantamento de demanda para o processo seletivo de 2014,
feito pela UEPA nos interiores, se deu de forma irresponsável. Tal prática é
altamente prejudicial, uma vez que os cursos são ofertados de forma modular e
caso haja pendência em determinada disciplina, o acadêmico terá que se deslocar
para outro município para cumprir a estrutura curricular do seu curso, sem
nenhum apoio financeiro da instituição, prejudicando o cumprimento da
disciplina que está sendo ofertada em sua turma. Realidade que não condiz com a
situação socioeconômica da maioria dos acadêmicos, dispor de finanças para
custear passagem, estadia e alimentação em outros municípios.
O novo
prédio do Campus X, inaugurado em março deste ano, foi uma conquista da luta
dos estudantes que cobraram da reitoria a construção do mesmo.
Embora
salutar conquista dos acadêmicos em 2010, a Universidade construiu um bloco com
apenas três salas de aula. O prédio não atende as demandas da região.
Um dos
principais pontos de nossa pauta de reivindicações é justamente a construção de
um novo bloco que compreenda mais salas de aula, laboratório multidisciplinar e
brinquedoteca. Desde o início de nossa ocupação no Campus, discutimos com
estudantes e comunidade, quais seriam as necessidades estruturais para o Campus
X, e aqui externamos que ao contrário do que foi informado no site da
Universidade, a vinda de uma equipe de engenharia para terça-feira (24), para
dar início aos estudos de ampliação da estrutura física, só foi deliberada, por
conta da resistência do Movimento Ocupa Campus X. Os membros da reitoria por
sua vez não se comprometeram com prazos para o início das obras. O que foi
rechaçado pelos manifestantes, pois em 2010, uma negociação sem data de
efetivação para estagio de medicina, estágio de enfermagem e a instalação de
uma pós-graduação veiculada em carta aberta pela reitoria não foi concretizada.
A suposta
falha de comunicação entre a Coordenação do Campus e Reitoria, resultou na
oferta de apenas 40 vagas no único curso de Pedagogia no edital do Processo
Seletivo de 2014 para Igarapé-Açu.
O corte
de vagas para o Campus X é real. Hoje, a justificativa da não oferta é a
política alternada de cursos que dependem da necessidade e interesse social e
da Universidade. O município de Igarapé-Açu, não difere de muitos outros no
interior do Estado, sofre com a precarização da educação pública e necessita de
investimento maciço na formação de professores. Acreditamos que o investimento
na educação pública é uma grande ferramenta para que possamos reverter a
realidade dos interiores do nosso Estado, dessa maneira, a Universidade do
Estado do Pará não vem cumprindo seu papel de contribuir para o desenvolvimento
e modernização do Estado quando impede estudantes de ingressarem no ensino
superior. Qual seria então o verdadeiro interesse da Reitoria? O mesmo do ano
de 2010 a extinção do campus X.
Eis a força do grito do movimento estudantil revoltado com o corte das vagas, clamando pela re oferta das vagas já!!!
#AcordaJuarez
#ForaJatene







































