6 de junho de 2017

Maracanã do futuro como reflexo do passado.


"Eu vejo o futuro repetir o passado. Eu vejo um museu de grandes novidades. O tempo não pára!"

Não há outra frase que retrate melhor a conjuntura política do nosso município. Nunca, tal crítica, fez mais sentido do que esta empregada atualmente.
Aquilo que outrora era motivo para paralização, atos públicos, greves, postagens em "face", críticas e mais críticas, hoje é permitido. E aos quem levantam suas vozes contra a atual gestão acerca dos atos "corruptos" deles, tem que carregar um sentimento de crime, pois os que se dizem donos do poder hoje, muitos deles, são aqueles que gritavam " cadê a merenda escolar ", "nivel superior", "chega de nepotismo", "chega de perseguição política ", "chega de marajas", "cadê a água? ", "basta de altos salários ", "cadê a sobra do fundeb", "fora forasteiro", etc...hoje tornaram-se os piores opressores, perseguidores e defensores do opressor.
Muitos daqueles considerados "linhas de frente" dos grandes atos antes, hoje são os articuladores dos conselhos de fiscalização para que o governo pratique seus atos ilícitos tranquilamente. Lamentavelmente nenhum deles se importa com o massacre que fazem para os alunos, para os trabalhadores da Educação e demais trabalhadores, para os usuários da saúde pública,  para os transeuntes das vias públicas em péssimas condições humanas, para o cidadão de um modo geral e o pior é que nossos representantes na Câmara de vereadores se voltaram contra seus eleitores para apoiar o governo opressor.
Dá nojo ao ver a folha de pagamento disponibilizada no site da "transparência" da prefeitura de Maracanã, daqueles altos salários esfregados na cara da população carente maracanaense, na cara daqueles que necessitam comprar um ovo para dar ao seu filho, mas não tem dinheiro, pois a desigualdade social está diante dos nossos olhos, refletida na distribuição do dinheiro público, do dinheiro de todos, inclusive daquele que não tem para comprar o ovo, porém são dados até quem somente vêem em Maracanã em datas festivas.
Sem nenhuma decência todos usam do discurso de "quem ama cuida" ou do "quem ama continua cuidando", usam da pura demagogia e ainda se consideram como os caluniados, os perseguidos. Perseguido está a população pobre de Maracanã, pois o pobre é que de fato sente a cada refeição que precisa providenciar, daiante da grave crise econômica. Em crise estamos nós, porquê precisamos fazer emprestimos anualmente para cobrir dívidas dos comércios, enquanto que o "poder" troca de carro a cada semestre em detrimento do dinheiro que deveria ser distribuido de uma forma justa, e nem sequer fere nos seus bolsos.
Que a justiça seja feita,  nem que seja sob a pressão da população que sofre.
#ForaTemer
#ForaJatene
E recuso-me da omissão de dizer #ForaDica

12 de maio de 2017

Carimbó: quem cuida e quem faz crescer?


Nós, maracanaenses, temos uma raiz cultural muito forte, no entanto esta raiz por algum tempo encontra-se morta. Está morta pelo descaso, pelo desinteresse e, lamentavelmente, pela politicagem. Pois só pode-se fazer parte de qualquer grupo e ter espaço para desempenhar suas atividades artísticas, culturais e etc...se comungar das ideias do governo da vez, sem me referir apenas na gestão atual, mas tornou-se um vício essa questão e quem sofre as consequências por essa "morte" nas culturas é o povo e os pequenos grupos de carimbó, por exemplo, que ainda existem em nosso município. Porém, por falta de apoio, e quando digo apoio não estou falando em fundos financeiros apenas, embora seja necessário que se tenha tais ajudas, mas apoio moral também. Pra se ter uma ideia, Maracanã só tem algum grupo de dança do carimbó , por exemplo mais uma vez, quando alguma turma de alguma escola tem alguma apresentação nas feiras culturais anualmente, apenas isso. Há tempos algum grupo de carimbó maracanaense foi se apresentar em alguma cidade, em algum festival e, menos ainda, nunca Maracanã, algum ano sequer fez um festival de carimbó ou um festival cultural.
Portanto deixo minha homenagem ao grupo de carimbó "Novo Zimba" que persiste em permanecer vivo em nosso município. E deixo minha sugestão para essa gestão fazer um festival de carimbó no município, mas, antes de tudo, incentivar os grupos que ainda existem à criação de grupos de danças também. Dona Onete está, creio eu, à disposição para abrilhantar o evento. #FicaADica


11 de maio de 2017

Viajem nas viagens. Uma breve volta ao passado.


Lembro- me do tempo de adolescência em que o trabalho, maior parte  das vezes, era minha maior "diversao"  e naquele tempo, pelos 12 ou 13 anos, minha mãe, saudosa Antônia, pedia-me para comprar trigo, para a confecção do delicioso pão que ela mesma fazia, e nesse pedido dela, vinha acompanhado da pergunta: " tu vai dar conta de trazer na bicicleta?". Tínhamos uma bicicleta cargueira e mamãe perguntava se eu dava conta, pois eu teria que comprar uma saca de 60 kg no depósito, nas proximidades da Praça Matriz de São Miguel Arcanjo, quase defronte da secretaria paroquial. Todo empolgado, logicamente que responderia que sim, sem saber, é claro, nas primeiras compras, o que me esperava quando o amigo "zezinho" jogasse o tão pesado saco de trigo sobre minha bicicleta. Os pneus baixavam, esse era o primeiro efeito, sem contar que, alguma vezes, a pobre bicicleta vergava contra a calçada, pois eu não a segurava como deveria e a luta era intensa para pôr-la no lugar e assim amarrar para não cair, sim eu amarrava.
Bom, até aí creio que já não tenha sido tão fácil para mim, porém o pior ainda estar por vir. Retirava a bicicleta, com seus quase 100 kg, lentamente do descanso da calçada, empurrando- a nos primeiros 20 metros, aproximadamente, para que os meus braços acostumassem com o peso que teria que suportar nos últimos 1000 e tantos outros metros que ainda estavam por vir.
Imagina só,  apenas empurrando, os braços não controlavam a tremedeira, façam uma ideia quando eu subia na bicicleta para pedalar e assim chegar mais rápido em casa, pois minha mãe estava a me esperar para confeccionar o pão para o dia seguinte, pois costumava comprar por volta das 17 horas. 
Subia na bicicleta e o medo de cair era tamanho, tanto que por vezes descia dela para poder, por alguns metros, não correr muito o risco de ir ao chão, bicicleta, trigo e eu, porém sem saber, que eu não sabia muito bem, ou quase nada, carregar peso na bicicleta, o "zezinho"com sua gentileza pedia-me para eu subir na bicicleta para que ele empurrase-a. Daí o medo de passar vergonha em "Praça pública" ao cair ao chão era maior e esse risco eu não queria correr, mas não demostrava o medo a ele e obedecia-o.
Depois de muita "novela" com o caso da compra do trigo, para a confecção dos pães, eu resolvia subir na bicicleta definitivamente e perder o medo de carregar aqueles 60 Kg em ritmo de pedalada para minha mãe e assim às pequenas pedaladas, seguia-me para minha casa, trêmulo de tanto nervoso que ficava, mas superando aos poucos tantos riscos que corria. Em algumas pequenas subidas não havia a mínima condição de pedalar e assim eu tinha que descer novamente e empurrá-la.
Chegando no "canto do seu Pacífico",  assim conhecíamos como referência a uma das entradas da Travessa "Saturnino Costa", outro perigo estava à vista, uma "infinita" descida esperava-me para encerrar minha jornada daquela tarde e de tantas outras, quantas vezes repetidas, compras de trigo. Naquela grande reta e descida rua, eu mais freava do que pedalava e, portanto, a minha atenção era redobrada, pois caso o freio falhasse, o pé seria inevitável usá-lo para parar. Daquele mesmo "canto" eu conseguia avistar as imediações da minha casa que a princípio parecia tão próximo a mim, porém naquele momento de aventura com aquela bicicleta, meu peso e mais 60 Kg de trigo em cima dela, demorava quase que uma eternidade para chegar. Ainda neste momento, o guidão da bicicleta não parava de tremer, afinal de contas meus braços ainda não conseguiam controla-lo com facilidade, mas suficientemente para eu chegar em minha casa "são" e "salvo", embora o coração suportando pequenas palpitações não tão comuns assim. Bom, descendo aquela rua do Bairro do "Bocal", meu setor, onde eu residia, por alguns minutos depois, conseguia chegar em minha residência, pronto para descarregar aqueles 60 Kg quando chegasse em frente da ponte que havia para atravessar uma larga vala de esgoto da rua, entretanto não seria eu o responsável pelo desembarque, eu apenas segurava a bicicleta, embora não fosse apenas uma pequena atividade, Pois necessitava de força, e como não mencionei, ainda, eu era um adolescente de corpo magro e não demonstrava ter tanta força assim, mas a minha empolgação me permitia realizar atividades além do que eu imaginava que seria capaz, então a firmeza daquela bicicleta existia, enquanto meu tio "velho", o qual na maioria das vezes era quem me ajudava nesse processo.

Nossa! Que alívio quando isso acontecia, me sentia importante, em poder ser ultil para minha mãe naquele trabalho, trabalho este muito reconhecido na cidade pelos deliciosos pães cobertos por coco, que minha mãe fazia e que por gerações foi possível ser levado às tantas e tantas casas através de meu pai, no seu carrinho que ele mesmo fez; do meu tio - hoje compadre -, no seu tão grande tabuleiro; por mim, no meu tabuleiro, não tão grande nem tão pequeno; e por tantos outros vendedores que se disponibilizaram a vender. 
Minha mãe satisfeita pela missão cumprida por mim, nem imaginava o que eu havia passado para que aquele trigo chegasse em casa e nem eu dava sinal da dificuldade que eu passava para voltar com a compra. No outro dia que precisasse comprar novamente, caso não tivesse outra pessoa, seria eu mesmo o responsável por isso e com muito prazer eu iria e fui.
Uma das tão maravilhosas experiências que minha mãe me proporcionou experimentar e que nas viajem, hoje em dia, para meu curso de Pedagogia, em Igarapé Açu, de segunda a sexta, me vem a lambança com, algumas vezes, lágrimas nos olhos. 
Viajem cansativa, principalmente a volta, mas com um sabor de voltar ao tempo que vale muito o cansaço dela.

9 de maio de 2017

Merenda Escolar de Maracanã: ninguém sabe, ninguém viu.

Saudações, caros leitores.
Interessante analisar como a acomodação do povo permite que tantas agressões aconteçam diariamente do governo para com o povo. No entanto, lamentavelmente, essas agressões tornaram-se coisas naturais de acontecer e, inclusive, mesmo os que sofrem tais agressões são "obrigados" a permanecer calados, pois de alguma forma, algumas pessoas, tiram proveitos particulares quando o governo usa de sua opressão, de sua violência.
Prova disso, creio que alguns de vocês, queridos leitores, já presenciaram alguém falando, em algum momento assim: "fico triste com o que aconteceu a está acontecendo, mas eu não posso falar nada porquê sou temporário(a) e se eu falar posso perder o meu emprego e tenho família para sustentar. " Frequentemente essa e outras expressões são proferidas da boca de alguém, porém não apenas da boca de temporários e sim de muitos efetivos, pois os mesmos não querem "criar" problemas com seu "chefe" imediato.
Ontem, mais uma vez, fiquei sensibilizado com a questão da merenda escolar do nosso município e publiquei o seguinte, no meu facebook:

'GOVERNO NÃO TEM INTERESSE EM CUIDAR DOS ALUNOS.
Mais uma vez estou eu na escola onde trabalho no turno da noite, turmas da EJA, Ezequiel Lisboa, e eis que chega a hora do Recreio/MERENDA e como de costume, nesta gestão, os alunos penalizados com o descaso desta gestão SEM AMOR, SEM CUIDADO, SEM VERGONHA, perguntam se não vai ter merenda, se não fizemos merenda.
Abro o jogo para eles que não foi preparado merenda porquê nossa PREFEITA não mandou para a escola, aliás não posso ser tão injusto assim. Somados os alimentos que sobraram do ano de 2016 há na despensa ARROZ, FEIJÃO, FARINHA, FARINHA DE TAPIOCA(ISOPOR), MACARRÃO, SOJA, BOLACHA E DA AGRICULTURA FAMILIAR MUITO GERIMUM E UMA PORÇÃO DE PIMENTA... Esse é a merenda de AMOR que nossa prefeita mandou para a escola, para os alunos que ela diz amar. Lógico que ama, afinal de contas são eles os responsáveis pela verba que o município recebe.
Não sei quem eu devo "parabenizar" por essa MISÉRIA, se à Prefeita, ao secretário de Educação, ao Conselho da merenda (apadrinhados) ou ao nutricionista, ou até mesmo ao gênio que indicou essa criatura dessa, que se diz nutricionista, para cuidar da merenda dos nossos alunos.
Contados os meses de MARÇO, ABRIL E MAIO a prefeitura ja recebeu recursos da merenda escolar aproximados R$ 240. 000. 00 (DUZENTOS E QUARENTA MIL REAIS) mas a miséria se alastra nas escolas de nossa cidade e o que me dói também é a conivência e omissão dos DIRETORES ao encobrir esses atos de terror em nossa EDUCAÇÃO e eu chego a duvidar se algum desses diretores registrou essa lástima no livro de ocorrência.
Já chega de omissão, inclusive de minha parte também, pois com minha ingenuidade cheguei a imaginar que esta governo iria criar vergonha na cara e compraria merenda Escolar de QUALIDADE.
Nada mais será omitido por mim!!!
#CompraMerendaDeQualidadeExelentissima
#ODinheiroDaMerendaEscolarÉDosAlunos
#ForaGovernoDesumano

OBS.: DESAFIO O GOVERNO A DIZER QUE ESTOU MENTINDO, MAS NÃO VALE USAR NENHUM DE SEUS PELEGOS IMORAIS, PARA DISMINTIR E SE RIDICULARIZAR.'




15 de dezembro de 2016

Quem ama, cuida de verdade.

Muitos em Maracanã me criticam pela minha postura política, postura essa independente de qualquer sigla partidária. Tento ter muito bom senso nas minhas colocações e atitudes, com alguns deslizes, é verdade, mas sempre com cautela faço meus questionamentos, porque assim me garante a lei. Infelizmente o nosso povo adotou uma cultura muito atrasada dos dias atuais, regrediu no tempo. Se deixa levar por barganhas e acabam deixando de lado aquilo que, de fato, deveriam conquistar.
Este vídeo do discurso da Prefeita, no início de 2013, retrata muito bem a falta de cuidado que nossa cidade vem sofrendo durante os últimos 4 anos desta atual gestão, mas mesmo assim, nós que questionamos, somos apedrejados e, porque assim é conveniente que o façam, estamos errados quando reclamamos. 
A própria prefeita no seu discurso diz "Meus irmão maracanaenses, vocês podem ter certeza[...]quando se em algum momento a coisa tiver caminhando errada, eu vou ser muito mulher pra dizer a vocês que a coisa está caminhando errada. Eu só quero que vocês confiem que eu não assumi este mandato pra fazer rico meu marido, nem fazer rico meu filho, nem fazer rico nenhum da minha família. Eu assumi este mandato para ter um compromisso com vocês, pra caminhar com vocês, pra cuidar da saúde de vocês, pra cuidar da educação dos filhos de vocês, pra cuidar da agricultura, pra cuidar da pesca, pra cuidar do esporte, do turismo, que todos esses anos foram esquecido no nosso município..." Nada nada nada ela cumpriu.
Eu me recuso a fazer parte de uma história política falida como esta, por isso não me omito a gritar, se for possível, por cada mazela que o nosso povo sofrer, por cada maus tratos que cada trabalhador maracanaense sofrer de qualquer governo que seja.
Vejam o vídeo e tomem suas próprias conclusões: