18 de julho de 2013

Um positivo relato de Alessandra Modzeleski do Projeto Rondon em Maracanã

A COMUNICAÇÃO COMO ALIADA DA CIDADANIA


Professora Tânia Minetto: “Uma coisa que acontece aqui é que as pessoas têm vontade de mudar”Oficinas com mais de cem pessoas em sua maioria? Total sucesso, sim? Os estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Regional integrada do Alto Uruguai (URI) estão vivendo isso em Maracanã, no Pará. Entre as oficinas realizadas na primeira semana do Projeto Rondon na cidade, a que teve mais participantes foi a de Educação pela obra de Paulo Freire, com 117 certificados entregues. Como era de se esperar, a oficina reuniu um público formado quase que totalmente por professores, mas outras categorias também se interessaram em conhecer o pensamento do famoso educador brasileiro. Outra oficina com grande adesão foi a de caminhada com idosos, que atraiu nada menos 97 pessoas da melhor idade.
De acordo com os rondonistas, a forte adesão da comunidade é fruto da estratégia de comunicação empreendida numa parceria entre as autoridades e lideranças locais. “Essa é a minha sexta operação e o diferencial é que a prefeitura está sempre conosco, nos dando auxilio. Foi ela que colocou a rádio local à nossa disposição”, conta o professor da UFSC, Alexandre Verzani, que toda manhã leva seus alunos à rádio comunitária Atlântico FM, no programa do radialista Bira Monteiro para divulgar a programação dos rondonistas.

Embora seja a única da região, a rádio atinge mais de 100 municípios ao redor de Maracanã, trazendo público de outras regiões. Carlos Magalhães, responsável pela rádio, destaca que o papel de uma rádio comunitária é exatamente informar à comunidade sobre projetos como esse. “A gente já recebeu muitas ligações, inclusive durante o programado do Bira Monteiro. A família maracanaense não sabia o que era o projeto Rondon; e é muito gratificante ver que agora sabe”.

 Com a integração da prefeitura toda a cidade se mobilizou para a projeção do projeto. O secretário de cultura da cidade, Manuel de Oliveira Teixeira, diz que recebe da população comentários sobre o verde e amarelo do uniforme dos rondonistas pelas ruas de Maracanã e que isso faz com que as pessoas fiquem sabendo de um jeito ou de outro e o procuram pra saber da programação.

MUDANÇAS

 “Aqui tem gente o tempo todo. As crianças chegam perguntando o que tem pra fazer e no improviso inventamos algo”, declara a professora Tania Mara Minetto, enquanto observa para uma criança desenhando com o auxilio de réguas e lápis coloridos. “Uma coisa que acontece aqui é que as pessoas têm vontade de mudar. E essa vontade de mudar nós vemos quando eles vêm buscar informações e perguntam o que nós podemos fazer pra ajudar a comunidade”, comemora.

Essa experiência revela como é importante a comunicação para as cidades e municípios na preparação ao projeto Rondon. Além de usufruir dos materiais que o próprio projeto disponibiliza e também das atividades de mobilização que os próprios rondonistas realizam, a prefeitura pode buscar recursos entre seus moradores, lideranças e empresários. Afinal, comunicação é também caminho para o conhecimento e cidadania.

Fonte: Texto: Alessandra Modzeleski; Fotos: Mariana de Ávila

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